quarta-feira, 25 de junho de 2014

Hora de dar um tempo

Faculdade, emprego público, bebê em casa, cursos de aperfeiçoamento, blog. São muitas as atribuições que vêm me tomando tempo no meu dia-a-dia. O caro leitor deve ter notado que as atualizações estão escassas e tudo isso tem a ver com todas essas atividades e/ou necessidades. Assim, pensei, refleti e decidi hoje, dia 25 de junho que é hora de dar um tempo no jornalismo. Talvez seja hora de parar. Ou não. Isso o tempo dirá. Eu, particularmente, não estou conseguindo atualizar o blog como gostaria. Sei que posso fazer muito mais e que tenho fontes e credibilidade suficientes para ter dez mil acessos diários fácil, fácil. Mas falta-me tempo.

Outro dia, sentei para escrever essas maltraçadas e já era quase meia-noite. Fi-lo depois de viajar a Assu, onde presto serviço a uma empresa pública federal, como concursado, assistir aula na faculdade, ajudar com a minha bebê em casa e ainda escrever um trabalho. Resultado: não sairia dali muita coisa. Fechei o notebook e tentei encontrar tempo no dia seguinte. Não deu. E tentei de novo no outro dia: não deu de novo. Ao final, passei quatro dias sem postar nada o que, claro, afasta os leitores e não me faz acompanhar os fatos como deveria e como sei fazer.

Pensei e repensei e então decidi que era hora de dar um tempo. Vou me dedicar ao emprego concursado que conquistei com muito estudo, tentarei arrumar mais tempo para a faculdade e vou curtir a minha bebê. É hora de pensar em mim e pedir licença a você, caro leitor.

Desde já agradeço pela confiança aqui depositada. Por vezes, mesmo ausente alguns dias, voltei em coberturas específicas com 14 mil acessos. Tudo isso só foi possível graças a você.

Só tenho palavras de agradecimento porque tenho a certeza de que tudo que fiz foi de boa-fé. Cometi erros, claro. Ninguém é perfeito. Mas se os fiz não foi por querer o mal de alguém. Estava, como sempre, defendendo um ponto de vista. Ou um interesse maior, como o da minha cidade.

Espero que vocês compreendam e me apoiem nessa decisão. Difícil, mas necessária neste momento.

Deixo o jornalismo com cinco prêmios, a editoria de três jornais diários, como um dos fundadores da primeira TV aberta da cidade, comentarista de rádio, editor que lançou o encadernamento nos jornais locais, que colocou o primeiro jornal na Internet e que lutou pela criação do curso de Comunicação Social junto com outros colegas de profissão. Orgulho-me de ter aberto as portas para dezenas - quiçá centenas - de profissionais que começaram pelas minhas mãos. Acho que deixei o meu legado.

Ao mesmo tempo, não vou mais atualizar as minhas contas no Twitter, Instagram e Facebook. Peço que, enquanto estiver me dedicando a minha bebê e à minha nova profissão, que respeitem essa decisão pois o que menos quero agora é aparecer. Aliás, o que quero mesmo é desaparecer. No bom sentido, lógico.

Os verdadeiros amigos que construí nessa trajetória sabem onde me encontrar. E sabem que terão de mim sempre uma palavra amiga, um conselho conciliador. A quem não me interessa, procurar-me será perda de tempo. O que eu quero mesmo é subir mais alguns degraus na profissão que abracei por último e que, mais uma vez, estou sendo bem sucedido.

Encerro com as palavras de Júlio César: Vim, vi, venci.